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Coração de Jesus
23- Coração de Jesus, saturado de opróbrios, tende piedade de nós!
Quando a trama da traição começou a instalar-se na alma de Judas, o Mestre lhe deu a entender que estava a par das suas maquinações. A presença de Judas traidor, no meio dos demais apóstolos, causava dor a Jesus. Foi muito humilhante para o Filho de Deus ser vendido aos inimigos, por trinta moedas de prata, como uma peça de mercado, e traído por Judas, que fazia parte do grupo de apóstolos. Jesus foi saturado de opróbrios, no madeiro da Cruz, quando gritavam: “Salvou a outros e não pode salvar a si mesmo; se for o Cristo, desça da Cruz”. Outro opróbrio foi a debandada de seus apóstolos, no momento em que mais precisava tê-los ao seu lado e ver-se como um Mestre fracassado, sendo preso, julgado e condenado, pela autoridade religiosa. Os Sacerdotes que O arrastaram à Morte eram representantes legais de Deus. Peçamos perdão pelas nossas infidelidades, às vezes, nossa fé é comercializada por menos de trinta moedas; ou agimos como Pedro, com medo ou vergonha de nos identificarmos como católicos, de assumir e defender a nossa fé.
24 – Coração de Jesus, Esmagado pelos nossos pecados, tende piedade de nós!
Pecado é falta de amor a Deus, e a si próprio. O pecado
desarmoniza, tira a paz, oprime e deprime, causa sempre algum dano, porque nos desvia de Deus. Torna-nos infelizes, contraria o plano de Deus, que nos criou para a verdadeira felicidade. Precisamos fugir das ocasiões de pecado e procurar os meios de combatê-lo. Um desses meios é o domínio de nós mesmos. Esta invocação da ladainha é um apelo para combatermos o mal na sociedade. Jesus Cristo nos redimiu, pela sua Paixão e Morte. De direito, o mal, o pecado não mais têm razão de ser. Acontece que, a aplicação dos méritos da Cruz, supõe a nossa colaboração. É preciso batalhar contra as nossas paixões desordenadas, vencer as más inclinações e colaborar com o amor do Coração de Jesus por nós.
25- Coração de Jesus, obediente até a morte, tende piedade de nós!
A Graça Redentora livrou a humanidade do pecado. Um grande ato de obediência foi realizado por Jesus Cristo, o Novo Adão. São Paulo exalta a obediência do Coração de Jesus, dizendo: “Humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte e morte de Cruz". (Fl.2,8).
No Jardim das Oliveiras, antes de ser preso, Jesus rezou: “Pai, se for possível, afasta de mim este cálice, mas não se faça a minha vontade e sim a tua”. Jesus sabia que seus sofrimentos seriam cruéis. Sabia que estava nos planos de Deus o salvar e santificar os homens, através da Cruz. Ele já afirmara ser preciso tomar a cruz e segui-Lo para ser seu discípulo. Em total obediência ao Pai, Jesus reza: “Não se faça a minha, e sim a tua vontade, Pai!”. E diz aos apóstolos que dormiam: Levantai-vos! Vamos! Jesus concretizava o que ensinara aos apóstolos: “Seja feita a tua Vontade, assim na terra como no céu”. Submete-se a todas as torturas, flagelação, coroação de espinhos; insultos e humilhação. Sua última palavra é de abandono filial. “Pai, em tuas Mãos eu entrego o meu Espírito”. Dias depois, o Ressuscitado dirá aos discípulos de Emaús: “Por ventura, não era necessário que Cristo sofresse tais coisas e assim entrasse em sua glória? (Lc. 24,26).
26- Coração de Jesus, atravessado pela lança, tende piedade de nós!
No Coração transpassado constatamos a obediência filial de Jesus a seu Pai e seu amor fraterno aos homens. O Coração de Jesus é um sinal desse amor, expresso nas linhas vertical e horizontal, com os dois braços da Cruz. É o símbolo da vida nova dada aos homens pelo Espírito Santo pelos Sacramentos. O golpe da lança atesta a realidade da morte de Cristo. Assim como, do Rochedo ferido por Moisés, no deserto, nasceu uma fonte de água (Nm 20,8-11), assim também, do lado de Cristo, aberto pela lança, nasceu uma torrente de água para saciar a sede do Novo Povo de Deus. Do Coração de Jesus transpassado nasceram a Igreja e os Sacramentos do Batismo e da Eucaristia. “Aos pés da Cruz estava Maria, Mãe de Jesus” (Jo.19-25) Ela viu o Coração aberto, de onde corria sangue e água, e compreendeu que o Sangue de Seu Filho estava sendo derramado pela nossa salvação. E compreendeu também o significado das palavras de seu Filho: “Mulher, eis aí Teu Filho". (Jo.19,26). A Igreja que nascia do Coração transpassado, estava confiada ao seu Coração de Mãe. O Apóstolo João representava a humanidade.
27- Coração de Jesus, fonte de toda a Consolação, tende piedade de nós!
O coração humano precisa de palavras animadoras e de consolações nos momentos difíceis. Nossa condição humana exige ajuda e também que sejamos “ombro de apoio e mão forte” para os que estão desesperados. O Coração de Jesus é o maior consolador. No Sacrário, seu Coração nos reanima e nos põe em pé: “vinde a Mim e Eu vos aliviarei”.
Jesus quis ficar conosco, de maneira sensível, nas Sagradas Espécies do Pão e do Vinho, transubstanciados em seu Corpo e Sangue, na Santa Missa. Ele está em nossos Sacrários, sacramentalmente, como amigo consolador. Após nossas visitas ao Santíssimo Sacramento, voltamos reconfortados, para continuar nosso trabalho, nossa luta. Não precisamos de muitas palavras diante do Sacrário. Importante é saber e acreditar que Jesus olha para nós e nós para Ele. Olhos fixos em seu coração.
28- Coração de Jesus, nossa Vida e Ressurreição, tende piedade de nós!
Eu sou a Ressurreição e a Vida” (Jo.11,25). São palavras que nos consolam diante da realidade da morte. Encontramo-las escritas em muitos túmulos como sinal de fé, de esperança e de consolação para os que perderam seus entes queridos. Somos seres mortais. A morte nos amedronta, mas ela foi santificada pelo sacrifício da Cruz de Cristo. “Onde está, ó morte, a tua vitória? Com o pecado, a morte foi também derrotada. Morreremos sim, mas para ressuscitar com Cristo na glória. A Ressurreição é a pedra angular do Cristianismo. “Se Cristo não ressuscitasse, vão seria a nossa fé,” disse São Paulo. A Igreja é uma sociedade que marcha para a imortalidade. Graças ao Coração de Jesus e ao seu sacrifício, podemos ouvir São Francisco de Assis chamar a morte de irmã; os mártires, acenar para ela para lhes abrir as portas do céu e Santa Teresinha dizer que “Esta vida não é vida, porque a verdadeira vida é aquela que jamais termina, no céu”.
29- Coração de Jesus, nossa Paz e Reconciliação, tende piedade de nós!
A paz da alma é fruto da reconciliação, que nos veio pela Cruz. Por isso, o Sacramento da Confissão só podia ser instituído depois da morte e Ressurreição de Jesus. (Jo.20,19). Este Sacramento da Paz e Reconciliação foi o presente de Páscoa do Coração de Jesus aos apóstolos e a todos nós. Foi a garantia de sua Ressurreição, de sua presença vitoriosa. No meio dos apóstolos, com as mãos cheias de dons, deu-nos o maior deles: a Paz com Deus, fruto do amor.
Com essa paz no coração, milhares de soldados em todos os campos de batalha, tombaram como vítimas do dever. Com essa paz, aninhada no coração, muitos jovens enfrentaram os tormentos do martírio. É uma paz que revela a presença da graça santificante, que nos torna amigos de Deus. No confessionário, as pessoas se redescobrem e encontram, no Coração misericordioso de Jesus a reconciliação e a paz.
30- Coração de Jesus, Vítima dos pecadores, tende piedade de nós!
O Coração de Jesus foi a vítima inocente na mão dos carrascos que nos lembram, foram eles apenas o instrumento da vingança de todos os pecadores do mundo.
Jesus foi levado à morte na Cruz por uma série de circunstâncias que o nas malhas da intriga satânica dos que não O aceitavam. Mesmo se não houvesse um Judas, um Anás e Caifás, os soldados, o covarde Pilatos, e o povão a gritar, “crucifica-O”, o Coração de Jesus aceitaria sofrer e morrer crucificado por nós para libertar-nos dos nossos pecados. O Coração de Jesus foi a grande vítima dos pecadores. Por suas Chagas, fomos curados. ( Is 53,1 e seguintes).
31- Coração de Jesus, Salvação dos que em Vós esperam, tende piedade de nós!
A Sagrada Escritura afirma que o Senhor é um Deus que salva, e que a Salvação é um dom gratuito do seu Amor e Misericórdia. São Paulo afirma: “Deus deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade”. (2Tm. 2,4; 4,10). Essa Salvação atingiu o seu ponto culminante em Jesus de Nazaré. O Coração de Jesus é a manifestação do amor salvador do Pai. Simeão ao tomar o Menino nos braços exclamou: “Meus olhos viram a Tua Salvação” (Lc. 2,30). O próprio nome JESUS, significa DEUS SALVA. Jesus veio salvar o que estava perdido. (L19,10). No Coração de Jesus, repousa a nossa esperança. Confiemos Nele!
32- Coração de Jesus, Esperança dos que morrem em Vós, tende piedade de nós!
O ponto final de nossa vida na terra é a morte. O Coração de Jesus, esperança para todas as horas da vida, é um manancial de esperanças para o momento da morte. A morte é uma passagem da luz criada para a Luz Incriada; da vida temporal para a Vida Eterna. Rezar: “Coração de Jesus, esperança dos que morrem em Vós” significa confiar Nele e a Ele se entregar. Significa crer que o Pai nos espera em sua casa. Nessa hora suprema, o cristão sabe que, mesmo que o coração recrimine suas faltas, o Coração de Jesus apagará qualquer pecado, se houve arrependimento. (1Jo3, 20). Morrer em Cristo significa munir-se dos “sinais sagrados”, da “passagem pascal”, para esse momento decisivo: Confessar-se, receber o Santo Viático e a Unção dos Enfermos. Rezar e perdoar, tendo Maria ao lado; Ela é a mãe dos agonizantes, que os ajuda nessa passagem para a vida da glória.
33 - Coração de Jesus, Delícia de todos os santos, tende piedade de nós!
Olhar o Coração de Jesus, permanecer Nele, é gozar o Paraíso. Os Santos fizeram esta experiência. A nossa sede de amar e de ser amado é saciada plenamente pelo Coração de Jesus, que anula as distâncias e eleva os servidores à condição de amigos. Esse é o espaço vital dos bem-aventurados, o lugar em que permanecem no amor (Jo 15,9) e gozam de uma alegria eterna e sem limite.


Reflexões adaptadas dos escritos do Pe. Euler Alves Pereira, SVD e do livro: Na Escola do Coração de Jesus - João Paulo II, Edições Loyola. Elaboradas por: Ir. Ofélia de Carvalho, ASCJ e Maria Leopoldina Malagurti Di Lascio - Curitiba - PR

Postado por Ir. Anália Valle, ASCJ
Curitiba, junho de 2007
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Última atualização em 11/05/2012.
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