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Práticas de Espiritualidade Cristã

Muito se faz em termos de alimentação, ginástica, higiene, repouso e cuidados médicos, para se ter um corpo sadio. Atenção semelhante precisa ser dada à dimensão espiritual. Como cristãos, somos chamados a fazer a experiência do encontro pessoal com o Deus vivo, de tal forma que revelemos, com nosso modo de ser e de agir, nossa adesão a Cristo e a seu Evangelho.
As práticas de espiritualidade cristã têm por objetivo colocar-nos mais intensamente em contato com Deus e com os irmãos de caminhada, nesse tempo de preparação para a eternidade feliz. Ao conduzir-nos no seguimento de Cristo, as práticas de espiritualidade apresentam um caminho de ascese, de mística e abertura para a maturidade na fé. Podem ser diárias, semanais ou mensais. Sugerimos aprofundar a compreensão do significado e vivência de algumas práticas de espiritualidade cristã, aqui apresentadas, em ordem alfabética.

1 - Adoração: Adorar é prostrar-se diante de Deus Trindade, nosso Criador, Redentor e Santificador. Adoremos a Deus que se revela no esplendor da criação. Adoremos Jesus no sacrário vivo do coração, mais intensa e amorosamente, nos quinze minutos após a comunhão. Adoremos Jesus Eucarístico, em igrejas e na comunidade de fé.

2 - Comunhão: Jesus permanece conosco no Sacramento da Eucaristia, sendo nosso alimento e companheiro de caminhada. Façamos a Comunhão Sacramental, com a devida preparação e tempo de adoração e ação de graças. Muitas vezes ao dia, a Comunhão Espiritual, desejando receber Jesus e estar com Ele.

3 - Confissão: O Sacramento da Confissão é fonte de misericórdia, de perdão, de graça e de paz. Reconciliemo-nos conosco mesmos, com Deus e com os irmãos. Façamos a confissão Sacramental presencial com um sacerdote, uma vez por mês. Como mãe e mestra, a Igreja católica recomenda a confissão, pelo menos uma vez por ano.

4 - Conversa espiritual: - Fazei que vossas conversas sejam edificantes e vossos lábios sejam a expressão do vosso coração, aconselha Clélia Merloni. Que nossas conversas sejam edificantes, úteis, irrepreensíveis, repletas de caridade. Conversemos com alguém que necessite de nossa ajuda ou peçamos ajuda a alguém de confiança, sobre assuntos de espiritualidade. Quando possível, tenhamos um diretor espiritual.

5 - Dízimo: É gratidão devolver a Deus e aos irmãos um pouco do muito que recebemos. Doemos para o Serviço da Igreja, dentro de nossas possibilidades, uma parcela dos rendimentos, do tempo ou dos dons, colaborando, assim, com a evangelização, a catequese e necessidades da comunidade de fé.

6 - Evangelização: Pelo Batismo somos chamados a ser discípulos e missionários. Estejamos com Jesus, partilhemos da Mesa da Palavra e da Eucaristia. Proclamemos, com exemplo de vida e palavras, os ensinamentos de Jesus, nos ambientes reais e virtuais, fazendo uso de antigos e atuais meios de comunicação (bilhetes, cartas, telefones, rádio...)

7 - Intenção: É aconselhável dar um sentido às nossas ações, pois há muitas pessoas que precisam de nosso apoio espiritual. Coloquemos intenções para nossas práticas de piedade (orações, novenas, recepção dos sacramentos, obras de caridade, renúncias...). Façamos pedidos, intercessões pela santa Igreja, pela humanidade, por nossa família e outras pessoas que Deus coloca em nossos caminhos. É um “presente espiritual” que podemos oferecer a alguém e até, dar por escrito, acompanhado de um cartão ou mimo.

8 - Leitura da Bíblia: A Palavra de Deus é luz para o caminho e alimento para a vida espiritual. Ajuda-nos a reconhecer e saber o que Deus deseja de nós. A Sagrada Escritura dá suporte e vigor à vida da Igreja. Coloquemos a Bíblia em lugar de destaque, que convide à leitura. Leiamos, diariamente, versículos ou parágrafos da Bíblia. Façamos leitura orante. Quando possível, participemos de estudos bíblicos.

9 - Leitura do Catecismo: A família é a primeira catequista e transmissora da fé. Aprofundar os conhecimentos doutrinais é questão de coerência com a fé que professamos. Promovamos a catequese permanente, principalmente aos domingos, lendo e estudando o Catecismo da Igreja Católica, para recordar e aprofundar os conhecimentos da doutrina da Igreja. O Compêndio do Catecismo da Igreja Católica é uma boa opção.

10 - Leitura Espiritual: “Quando oramos, somos nós que falamos com Deus; mas, quando lemos um livro espiritual, Deus é quem fala conosco”, diz Santo Isidoro.
Façamos de 10 a 20 minutos de leitura diária sobre assuntos de catequese e espiritualidade cristã, com o objetivo de continuar a formação humana e cristã, esclarecer conhecimentos e alimentar a fé. Pelo menos 20% das publicações em nossa residência sejam de cunho formativo e espiritual.

11 - Leitura da vida de Santos: Os exemplos dos Santos podem motivar-nos ao amor preferencial por Deus, levando-nos a equilibrar fé e obras, contemplação e ação. Comentemos com a família, amigos e colegas sobre vida de Santos, com o objetivo de tirar alguma lição. Há pessoas não canonizadas que são também exemplos de vida.

12 - Missa: Fazei isso em memória de mim, foi um mandamento de Cristo, na Última Ceia. Missa ou Celebração da Eucaristia, principal celebração da Igreja Católica, é o Sacramento em que se recebe o Corpo e o Sangue de Cristo, sob a forma de pão e vinho, atualizando o seu sacrifício na cruz. Participemos da Celebração Eucarística com nossa comunidade de fé, aos sábados ou domingos. Quando possível, também em outros dias.
13 – Novena ou Tríduo: "Por isso vos digo: tudo o que pedirdes na oração, crede que o tendes recebido e vos será dado" (Marcos 11,24) São nove ou três dias de oração fervorosa de louvor ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, para agradecer ou pedir graças, na intenção de alguma pessoa, por intermédio de Jesus, de Maria e dos Santos. Os dias podem ser consecutivos ou não.

14 - Obra de misericórdia: Tudo o que fizerdes a um de meus irmãos é a mim que o fazeis, diz Jesus. Na cruz, sinal do cristão, consideremos as duas dimensões: a vertical, que nos faz olhar para o céu e a horizontal, que nos faz abraçar os irmãos. Pratiquemos obras de misericórdia, pois têm como finalidade socorrer o nosso próximo, em suas necessidades corporais ou espirituais.

15 - Oração em família: A oração une a família em Deus e reforça sua missão de educadora dos valores humanos e cristãos. De comum acordo, estabeleçamos um horário em cada dia ou num dia da semana para oração, conversas e partilha de vida. Oremos uns pelos outros.

16 - Oração em grupo: Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, estarei no meio deles, diz Jesus. Participemos de momentos de oração, colocando-nos diante de Jesus, sob a ação do Espírito Santo, para louvar e glorificar a Deus, participar dos dons divinos e edificarmo-nos mutuamente, acreditando que a oração, em grupo, fortalece a fé.

17 - Oração pessoal: Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, merece o primeiro lugar em nossa vida. O amor pede presença e sintonia. Dediquemos, pelo menos 10 minutos à oração, pela manhã e à noite, incluindo exame da vivência do dia. Durante o dia, entremos em sintonia com Deus, repetindo pequenas preces, jaculatórias ou mantras.

18 - Programa de Rádio: O rádio é um companheiro de grande alcance e praticidade. Permitamos que esse meio de comunicação chegue a nós com programas que evangelizam, catequizam, informam, formam e dignificam a pessoa. Pesquisemos e divulguemos bons programas de rádio.

19 - Programa de TV: Selecionemos e indiquemos programas que informam, formam e dignificam a pessoa. Tenhamos discernimento e bom gosto na escolha de outros programas.

20 - Participação em grupos: O indivíduo é um ser geneticamente social.
Participemos de grupos, ministérios e pastorais, em nossa comunidade de fé.

21 - Registro: A linguagem escrita permite que a nossa vida, hoje, seja conhecida pelos que virão depois de nós. Anotemos frases, palavras ou canções que tocam, são significativas, boas inspirações e resoluções.

22 - Renúncia: Quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me (Lc 9, 23). Para fortalecer a vontade, dominar as paixões desordenadas e fazer algo em benefício de outra pessoa, renunciemos a alguns desejos (alimento, bebida, roupa, objetos, tempo, divertimentos...)

23 – Veneração a Maria: Maria é mãe e intercessora que nos leva a Jesus. O princípio da veneração a Maria está incluso no próprio Evangelho e unido à vida espiritual da Igreja. A devoção filial à Mãe de Jesus suscita, no cristão, a decisão de imitar suas virtudes. Recitemos o terço, diariamente, ou, pelo menos, uma dezena de Ave-Marias. Parcicipemos de celebrações marianas.

24 – Virtudes: Virtude é uma disposição habitual e firme de fazer o bem. Escolhamos ou sorteemos uma virtude para praticar na semana. Podem ser: Virtudes teologais, que se referem a Deus - Fé Esperança e Caridade; Virtudes cardeais ou humanas, que se referem a nós e que dão origem a outras virtudes - Prudência, Justiça, Temperança e Fortaleza.

25 - Visitas a Jesus: Jesus é presença real no Sacramento da Eucaristia. Visitemos a Jesus Eucarístico em Igrejas, Santuários, Capelas e no santuário vivo de nosso coração. Durante o dia ou à noite, em meio às ocupações, estejamos em pensamento diante do Sacrário, por meio de uma visita ou comunhão espiritual. Este exercício pode encher nossos dias de amor e fazer-nos viver com Jesus.

Ir. Zuleides M. de Andrade, ASCJ
Curitiba-PR
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Última atualização em 04/03/2017.
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