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Clelia Merloni
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Entrevista concedida ao site “Rosimeire´s Home Page” - que mais tarde mudou para “Razão de Viver” e, no final de 2004, saiu do ar por motivos de doença da Rosimeire.

Entrei para o site da Rosemeire devido umas palavras que escrevi por ocasião do Dia dos Pais, em 2003. "Quem tem poesia publicada no Rosemeire´s tem direito a páginas com Biografia e Entrevista".

Não me considero Nota 10 mas, depois de relutar um pouco, enviei o que segue.
    BIOGRAFIA

Sou uma “Andrade”. Vim do Ceará, ainda menina, para o Sul do Brasil. Em Curitiba, tive a curiosidade de conhecer e aprender palavras de outros povos, e me formei em Letras Português- Inglês, pela PUC do Rio Grande do Sul.
Apareceu a oportunidade de uma missão na América do Norte, entre imigrantes, na maioria, portugueses. Em cinco anos, ensinei e aprendi, misturando cultura, sentimentos... Olhei minha Pátria, de longe, e voltei.

Retornando ao Brasil, fiz Especialização em Comunicação para a Pastoral na Universidade do Vale do Rio dos Sinos, em São Leopoldo, RS, e continuei trabalhando pelo “Triunfo do Coração de Jesus”, por quem me apaixonei, ainda na infância. E pelas Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, minha segunda família.

Participei da elaboração de uma edição comemorativa dos 100 anos das Apóstolas no Brasil. Desde a idéia inicial, em julho de 96, até o lançamento da REVISTA, foram três anos de muita pesquisa, redação, contatos, encontros... Conheci profissionais competentes que, com entusiasmo e carinho, deram muito de seu tempo e talento, para que a “MENINA Revista” fosse entregue ao público, em setembro de 99, revestida de seriedade e graça, nas cores deste País tropical.
É o nosso presente para o Brasil que, a 18 de setembro de 1900, acolheu as primeiras Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, para plantar a “boa semente no coração do povo brasileiro”.

Edito o boletim trimestral - Triunfo do Coração de Jesus, dando continuidade a uma iniciativa da Fundadora do nosso Instituto, Madre Clélia Merloni. O boletim foi editado pela primeira vez no ano de 1900, deixou de circular por várias vezes e ressurgiu em língua portuguesa, em 93.

A Informática e, principalmente a Internet foi o grande presente que recebi no final do século passado, facilitando o meu trabalho e abrindo para mim, novos e amplos caminhos de comunicação. O entusiasmo por esse meio aumenta quando meus recados encontram eco.
Neste cantinho virtual, que procura ser também virtuoso, fiz belas e grandes amizades. Estou on line muitas horas ao dia e é um trabalho que gosto de fazer, como integrante da Equipe Central de dois portais institucionais:

www.apostolas-pr.org.br
www.ciesc.org.br


    ENTREVISTA

01 - Como você se tornou um poeta ou escritor?
Embora tenha cursado Letras - Português/Inglês, mais por necessidade, ainda não me considero escritora ou poeta, mas acredito que herdei um pouco desta arte dos "Andrade." Sabendo que "a poesia volta nos anos dourados", estarei mais atenta.

02 - Quais as dificuldades que encontrou nesta profissão?
Falta de tempo para dormir mais e sonhar. São tantos trabalhos sérios e diversos a serem realizados que sobra pouco tempo para um relax que favoreça a criatividade. Os lampejos de inspiração acontecem a qualquer momento, mas muitas vezes não tenho oportunidade de registrá-los... ficam apenas como um sorriso agradecido de quem se deparou com um pensamento novo.
Acredito que a amizade e o afeto, têm grande parte neste processo de acolher pensamentos e sentimentos poéticos.

03 - O que é mais gratificante na arte de escrever?
A forma silenciosa de comunicar, tocar o coração e fazer alguma diferença na vida das pessoas. Gosto de cartas, embora sejam raras atualmente. Tenho algumas guardadas e, de vez em quando dou uma passada pelo meu "relicário de memórias."
Embora passe muito tempo digitando, ainda prefiro recados manuscritos e em papel bonito, pois acredito que a letra revela muito e é como ter em nossas mãos a pessoa que escreve para nós.
Mas vou continuar digitando, enquanto for possível, pela rapidez dos contatos, pelas amizades, pelo estímulo a escrever, pela facilidade, pelos ecos às minhas simples palavras.

04 - Qual é o seu estilo literário?
Ainda não pensei nisso, mas poderíamos dizer: um pouco epistolar, coloquial com Deus, com os amigos do Céu e da Terra. Na juventude tinha uma certa preferência por literatura referente ao assunto: "Cartas à sua Noiva" "Cartas à minha Mãe" "Cartas do Deserto"...
Um acolher as pessoas da forma como se apresentam e estar atenta às oportunidades para dar recados da forma certa e na hora certa. Embora, em alguns momentos de indignação tenha até machucado algumas pessoas, penso ter acertado mais, porque ao escrever a gente reconsidera as palavras.

05 - Há algum poeta ou escritor que o influenciou?
Na adolescência fui apaixonada por músicos clássicos e não por escritores. Mais tarde trabalhei como auxiliar em escolas de Arte. Cursei Letras mais por necessidade e trabalhei mais com a língua inglesa. Costumo escrever por necessidade, também.
Mas sempre gostei de brincar um pouco com as palavras. Na Rede, algumas palavras minhas ganharam aceitação, estímulo e vida. Posso dar crédito inicial à escritora e poeta Fátima Irene Pinto e à Iraima Bagni. Depois vieram outras.

06 - Que conselhos você daria para quem está iniciando a carreira literária?
Como estou iniciando, o conselho vale também para mim: Estejamos atentos aos momentos belos de inspiração. Tenhamos sempre por perto onde fazer anotações.
Escrever é uma arte. É como colher flores em um jardim de idéias para compor um ramalhete e entregá-lo a alguém, com papel bonito e um laço de fita. Depois de anotar as idéias, juntar as frases é preciso ir escolhendo as melhores palavras e até cuidar um pouco do visual.
Fiz isso com o "Aconchego de Luz" que tem uma história bonita e dei como presente exclusivo de uso na Rede para o Laura Poesias, na Páscoa de 2003.
Que nossas palavras, na medida do possível, possam ser uma continuidade de nossas vivências.

07 - Para escrever como vem sua inspiração? Depende do estado de espírito, da emoção do momento?
Difícil é escrever por encomenda e com urgência porque a criatividade é um processo. Sempre tenho a preocupação com a utilidade do texto. Se pelo menos uma palavra dele fizer eco na vida de alguém, valeu à pena tê-lo escrito.

08 - Qual foi o momento mais gratificante ao se tornar um poeta ou escritor?
Esse momento ainda não aconteceu de forma marcante, embora tenha participado de algumas publicações, nos Estados Unidos e Brasil. Por ocasião do centenário de presença das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, no Brasil, editamos uma revista comemorativa de 148 páginas, quase um livro. Tivemos a alegria de chegar a um final feliz, depois de tantos impasses.

09 - É possível se sentir realizado como poeta ou escritor?
Creio que, afetivamente, sim. Mas é bom estar preparado para pétalas e pedradas. Financeiramente, depende da qualidade do trabalho e das oportunidades que aparecem.

10 - Conte uma experiência agradável e outra desagradável em sua vida como poeta ou escritor.
Embora não me considere escritora ou poeta, foi agradável e gratificante quando algumas cartas tiveram ressonância. Na Rede, quando meus recadinhos e preces tiveram eco e até foram chamados de poesia.

Desagradável, quando ouvi de uma pessoa bem conhecida o seguinte: "Bonito aquele poema de Páscoa, de onde você copiou?
Você não escreve assim! Pensei que tivesse copiado de um lugar qualquer.
Lembrei então que, em um concurso regional, a referida pessoa entrou com cinco "poemas" e nenhum foi classificado.
Apresentei um - "Eu Percebi..." que recebeu o terceiro lugar. "Havia uma pedra no meio do caminho" - a inveja

11 - A partir de qual momento, você sentiu que gostaria de abraçar esta arte literária?
Quando ouvi de um amigo, em um programa de rádio, a declaração: "A poesia costuma voltar nos anos dourados."

Ir. Zuleides Martins de Andrade, ASCJ
Curitiba-PR - BRASIL
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Contato: Ir. Zuleides Andrade
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Última atualização em 14/03/2017.
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