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Clelia Merloni-Pensamentos 2
 





31. Deus nos tratará nem mais nem menos, como tivermos tratado nosso próximo. Como no corpo, se um membro sofre, os outros também sofrem..., assim a verdadeira caridade cristã nos dá um coração terno e compassivo para com todos os que sofrem.


32. A caridade cristã abraça todos, sem excetuar quem nos odeia, nos ofende com palavras ou com o modo de proceder; porque todos são filhos de Deus, e Deus não quer que se queira mal a nenhum de seus filhos, pois... são todos membros de um mesmo corpo, do qual Jesus Cristo é a cabeça; e Jesus não quer que os membros do seu Corpo fiquem divididos, nem que se odeiem, e tem como feito a Si o que se faz ao menor deles.


33. Amem as pessoas que as fizeram sofrer; e não guardem no seu coração nenhum resquício de rancor..., de aversão, de vingança ou de amargura contra quem quer que seja; não se dêem por satisfeitas em não lhes querer mal, mas disponham-se à reconciliação, o mais breve possível; não demorem em procurá-las, não obstante tenham elas mais culpa do que vocês; tenham para com elas um amor sincero, um coração cheio de caridade e procurem todas as ocasiões para ajudá-las...


34. Compadeçam-se dos aflitos e consolem-nos do melhor modo que puderem... Tenham para com todos um rosto acolhedor, sorridente e benévolo, modos cordiais e amáveis. A caridade de Jesus Cristo é sensível a tudo o que o próximo experimenta, tanto no bem como no mal: chora com os que choram, alegra-se com os que se alegram; sofre tudo o que os outros sofrem: presentes ou ausentes, amigos ou inimigos, próximos ou distantes; porque em todos vê os membros do mesmo corpo, cuja cabeça é Jesus Cristo.

35. Reza por todos e, quando notares erros ou defeitos em certas pessoas, implora para elas a graça de se corrigirem e santificarem; compadece-te delas e pede ao Senhor que as torne melhores: se não estiverem bem com Deus, reza para que Ele tenha piedade delas e as tire do estado em que se encontram. Apresentando-se uma oportunidade, ajuda-as com teu conselho e preocupa-te com suas necessidades...


36. Existe o apostolado da oração: e quem não pode rezar? Há apostolado do bom exemplo: e quem não pode com sua doçura e virtudes mostrar ao mundo como a religião é bela... e, portanto, induzir as pessoas a amá-la praticá-la? Há o apostolado dos bons conselhos: e quem não tem a ocasião de dá-los, ora a um pobre, exortando-o a confiar nas riquezas do céu..., ora a um igual ou mesmo a alguém que nos é superior, em certos momentos de dura perplexidade, nos quais a amizade dispõe a pessoa a colher uma palavra amiga?

37. Coragem...e confiança no Senhor, que tudo permite para o nosso bem, mesmo as tribulações e cruzes. Ele nos assiste e nos dá força necessária, para podermos adquirir muitos méritos para o céu.
Sim, nossa única consolação, no meio de tantas misérias da vida, é o pensamento de uma eterna recompensa no céu, recompensa que será tanto maior quanto mais intensos os sofrimentos.



38. Como acolheu Maria e aparição e a saudação do Anjo? A Virgem ficou perturbada... O que significa esta perturbação? Qual a sua causa?
Sua profundíssima humildade. É próprio das pessoas humildes ter baixo conceito de si mesmas, reconhecendo ser dom de Deus todo o bem que possuem, aceitando como próprios só os defeitos e, acima de tudo, achando-se sempre muito longe do modelo de santidade, que é Jesus.


39. Deus nos deu, é verdade, a graça da oração, por meio da qual tudo podemos obter; mas se o orgulho se infiltrar na oração, ela será rejeitada e reprovada por Deus como a do fariseu. Deus uniu a graça da oração à das obras e dos atos de virtude; entretanto, se o egoísmo penetrar nessas ações, elas perderão todo o seu mérito.


40. A humildade é utilíssima para nos fazer suportar cristãmente todas as provações da vida. Quem é orgulhoso nada sabe suportar: aborrece-se e se revolta contra a cruz; não quer compreender que merece sofrer, que o sofrimento é uma necessidade... E Deus, que sente horror pelo pecado de orgulho, abandona a criatura ao seu mau humor e às suas impaciências. A pessoa humilde, ao contrário, recebe a cruz com resignação reconhece que, sendo pecadora, é justo que sofra; que todo o sofrimento é nada comparado com o que merecia...

41. O tempo da provação é breve e, quando o sol declina, diz-se em linguagem misteriosa que temos um dia a menos para combater.
Coragem, portanto; lutemos ardorosamente por Jesus e com Jesus! A cruz e a humilhação são nossas armas; a natureza e o nosso egoísmo não pensam assim, mas não devemos ouvi-los...; escutemos somente Jesus, não amemos senão a Ele e, se algumas vezes nossa fraqueza nos faz cair, humilhemo-nos sem desanimar, e aproximemo-nos com maior confiança de Coração Sacratíssimo de Jesus.



42. Coragem! Jesus te ama de modo extraordinário; mas tu deves corresponder à grande graça que Ele te concede e te concederá, se fores fiel. Tua vontade não deve separar-se da vontade de Deus; o que Ele ama, ama-o tu também; o que Ele ordena, cumpre-o exatamente; o quem Ele proíbe, rejeita-o; o que Ele permite, aceita-o com alegria.
Farás isto ...? Assim o espero...


43. Oh! Prostremo-nos generosamente aos pés do Crucificado, e falemos-lhe não tanto das nossas cruzes, mas das cruzes dos nossos irmãos; ofereçamos-Lhe os nossos sofrimentos, sem medi-los nem enumerá-los (como quem esvazia o bolso na mão do pobre sem verificar a quantia), a fim de que, unindo-os aos Dele, se transformem na moeda de resgate, em favor de algum pobre pescador, que o demônio já considera sua pertença.


44. O Senhor te ajude a cumprir, em cada momento, a Sua adorável vontade, de modo que todo sofrimento seja transformado em ato de fervorosa e nobre reparação pelos ultrajes contínuos dos maus ao Sagrado Coração de Jesus. Oh!...como agradecerás um dia a Jesus as muitas dores que agora te inflige sua mão paterna!

45. Façamos freqüentes vezes, no nosso coração atos de fé, de adoração e de homenagem cordial ao nosso divino Rei, também para reparar, de alguma forma, a incredulidade dos maus e as blasfêmias de tantos que não querem reconhecê-lo como verdadeiro Filho de Deus, revoltam-se contra o seu domínio e lhe negam as homenagens que lhe são devidas. Prometamos-lhe fidelidade até a morte.


46. Quando realmente existe no coração o amor divino, sente-se um grande desejo que Deus seja conhecido, amado e servido; uma dor profunda pela ofensa feita a esse bom Deus; e uma vontade ardente de reconduzir a Ele os pecadores que O abandonaram.

47. Todos os dias apresentam-se ocasiões de conquistar alguém para o Coração de Jesus; portanto, não deixam escapar nenhuma dessas oportunidades! Lembrem-se de que, cada dia, por meio de suas lutas, pode arrebatar um pecador das garras do demônio, e assim proporcionar a Jesus a glória de ser eternamente louvado por uma criatura que o teria talvez amaldiçoado, se vocês, por meio dos seus sacrifícios e das suas orações, não o tivessem reconduzido aos seus braços paternos.


48. Admiremos o zelo de André e de João em fazer com que Simão participasse da graça que eles tinham recebido.
Vede... o fogo do divino amor não pode ficar oculto, nem inoperante; manifesta-se logo com a chama viva de um santo zelo... Aprendamos também nós a interessar-nos pelo bem espiritual das pessoas que nos cercam.


49. O Coração de Jesus, oculto sob as vestes de um doente, obriga-te a uma missão de caridade, visto que os doentes são os próprios membros de Jesus. Lembra-te que Ele disse: "O que fizerdes ao vosso próximo, tê-lo-ei como feito a mim mesmo".


50. Se permaneceres insensível diante das injúrias, dos sacrilégios e de outras perversidades, transbordando como torrentes sobre a face da terra; se os males que atingem a Fé, as dores que atormentam a Igreja não pensam sobre ti... deves bater no peito, gemendo, dizer: "Como sou miserável: julgava amar a Deus, e somente agora percebo que não O amo!

51. Se amares realmente a Jesus, deve empenhar-te pela sua glória. Quando o amor divino se apossa de um coração, suscita nele um grande desejo de ver seu Deus conhecido, amado e servido: infunde-lhe tristeza e pesar pelas ofensas feias ao divino Coração, pleno de amabilidade e ternura: e desperta nele todo entusiasmo para reconduzir ao bem os pecadores que se afastaram de Deus.


52. Feliz foi o apóstolo Felipe, tão pronto e generoso em responder ao chamado amoroso de Jesus, e em segui-lo na sua vida apostólica!
Peçamos a Jesus que nos conceda a mesma prontidão e generosidade em corresponder às santas inspirações com que Ele nos vai chamando para uma vida mais fervorosa no seu santo serviço.


53. Se as pessoas com quem vocês conversam lhes desagradam, dissimulem com muito jeito a repugnância íntima que estão sentindo, sem deixar transparecer tristeza, austeridade ou enfado nas palavras e nas atitudes, pois a caridade nos obriga aceitá-las e dar-lhes bom exemplo, a fim de que se corrijam dos defeitos que as tornam desagradáveis aos outros.


54. Procura passar as horas de descanso no Coração amorosíssimo de Jesus, unindo-te ao repouso de Jesus no seio de Divino Pai e no Santíssimo Sacramento. Oferece-lhe todas as tuas respirações e as palpitações do teu coração, para que velem na sua presença, enquanto tu dormes, e sejam como tantos atos de amor e de entrega do teu ser. O teu repouso sirva para adquirires novas forças, a fim de servi-lo melhor.

55. Não se angustie tanto..., aceite generosamente a vontade do Sagrado Coração, que tudo dispõe para o nosso bem; aquilo que, no momento, parece angustiante, doloroso, será um dia fonte de muitos merecimentos, aos quais corresponderão, como prêmio, santas consolações... Recomende-se ao Sagrado Coração, ofereça a Deus sua angústia e encontrará Nele todo o conforto, toda a força nos sofrimentos.


56. O Coração de Jesus quis visitar-te com um doloroso sacrifício. Coragem! Se Ele permitiu este luto doloroso no seio de tua família, foi certamente... para obrigar-te a fixar os olhos no céu, e a desapegar o coração desta terra, por onde passamos tão rapidamente, e da qual todos devemos partir, uns antes, outros depois, para reunir-nos na eternidade.
Anima-te e apega-te o mais fortemente possível ao Coração de Jesus, único repouso das almas cansadas, única arca que tempestade alguma poderá destruir.


57. Depositem no Coração de Jesus, e com plena confiança, todos os temores, todas as ansiedades; rezem, comunguem com fervor, trabalhem generosamente na aquisição das virtudes que mais exigem esforço, e Deus saberá, no devido tempo e lugar, preparar-lhes surpresas tais que vocês ficarão felizes a ponto de derramar lágrimas de alegria.


58. Jesus conduz os discípulos à parte, e os entretém com sua dulcíssima conservação... Não precisamos invejar a sorte dos discípulos, porquanto podemos, quando quisermos, entrar na casa de Jesus e entreter-nos familiarmente com Ele... Se tivéssemos mais Fé e desejo sincero de nos unir a Jesus e segui-lo, o templo, onde Ele habita, seria o lugar de nossas mais caras delícias, e junto ao Sacrário passaríamos as horas mais belas de nossa vida.

59. Deixo-te aos pés de Jesus Sacramentado, para que desabafes, diante Dele, com toda a veemência do teu amor filial, os sofrimentos, os temores e anseios. Ele, o Consolador dos aflitos, te confortará e te ajudará no exercício de todas as virtudes, das quais deseja ver florido o delicioso jardim do teu coração.


60. O Arcanjo Gabriel... dirige-se a uma pequena aldeia da Galiléia, Nazaré, e entra numa pobre casa, onde nada há do que o mundo aprecia. Nessa casa, porém, encontra-se o maior tesouro de Deus: aí mora Maria que, longe das conversações humanas, está no seu aposento falando com Deus. É a Ela, justamente, que o Anjo se apresenta e, numa atitude de profundo respeito, como um vassalo à rainha, saúda-a, dizendo: "Deus te salve, ó Maria, cheia de graça, o Senhor é contigo..."
Unamo-nos ao celeste mensageiro e congratulemo-nos com a nossa Mãe Santíssima, pelos grandes tesouros espirituais de que ficou plena... Supliquemo-lhe que tenha piedade das nossas misérias, e nos torne participantes da graça com que o Senhor a cumulou.


61. Adoremos o Espírito Santo que inspirou a Maria, ainda menina, a resolução de abandonar sua família e todas as doçuras do lar doméstico, para fechar-se na solidão do Templo e levar uma vida escondida em Deus e por Deus. Congratulemo-nos... com a Virgem Santa, pela perfeita correspondência à graça (de Deus), e alegremo-nos ao vê-la, com tão pouca idade, já adiantada na santidade.


62. A vida de Maria no templo, considerada em si mesma, foi vida de abnegação e humildade: de abnegação, porque Ela soube sacrificar suas comodidades, sua própria vontade ao culto de seu Deus; de humildade, porque jamais deu sinal de vaidade, de orgulho, de complacência de si mesma. Ela se esquecia de si para pensar somente na maneira de agradar a Deus e de servir melhor o próximo. Oh! Como estava longe daquelas pequenas astúcias da vaidade, da moda, da idéia de grandeza!...

63. Jamais se viu em Maria um gesto brusco; jamais se ouviu dela uma palavra áspera, de crítica, de contestação e contradição; porque preferia ceder por condescendência a vencer à custa da doçura; jamais se viu nela um semblante frio e displicente; acolhia sempre a todos de maneira amável, doce e graciosa, porque estava sempre disposta a prestar serviço, por dever de fé e amor a Deus, a Quem ela amava e servia na pessoa do próximo.


64. Somente em Deus está a verdadeira alegria, que não deixa atrás de si remorsos, alegria que satisfaz plenamente o coração e é por isso uma antecipação do paraíso. Deixemos para o mundo suas falsas alegrias, que dissipam, seduzem, corrompem e nada são, comparadas à alegria que vem de Deus.

65. Não tenhas medo da cruz...; Deus é Pai e não nos dá uma cruz acima de nossas forças; além disso, dela jorra o Sangue divino, que nos regenera e é fonte de todas as alegrias que nos são reservadas no céu.


66. Não é verdade que os desgostos e as cruzes nos aproximam mais de Deus? A dor nos aproxima Dele dando-nos consolações tais, que eclipsam todo alívio proveniente da criatura; em tal situação, a palavra humana, ainda que boa, caritativa e doce, permanece para nós quase ineficaz, fria, deixando um vazio na alma. Temos necessidade só de Deus; somente Ele conhece o segredo para confortar o nosso coração abatido, e Nele somente encontraremos o verdadeiro alívio para nossos males!

67. A oração algumas vezes, parecer-lhe-á difícil, mas agora que você está com o coração ferido, sente necessidade deste bálsamo suave, que pode reter o sangue que dele jorra, não é assim?
Entregue-se, portanto confiante, a Jesus; a prece da dor, regada pelas lágrimas, é poderosa junto àquele Coração terno e amorosíssimo.



68. O Coração de Jesus estará contigo, não duvides, e retribuirá um dia, centuplicadamente, aquilo que tiveres sofrido por seu amor. Coragem, sempre, e pensa que cada nova ocasião de sofrimento é a moeda com a qual podes adquirir graças especiais para tua alma, nas lutas e provações que te acompanharão até a morte.

69. Compreendo e avalio toda a intensidade de sua dor: é justa, é santa; ser-lhe-á proveitosa e também agradável a Jesus. Falta-lhe, porém, a auréola que a sublima, falta-lhe o perfume suave que sempre deveria envolver a dor...: a auréola, o perfume da resignação.


70. A santidade consiste em a pessoa não ter vontade própria, mas somente a vontade de fazer e sofrer tudo o que agrada ao Senhor. Tal é a disposição do Coração de Maria; não se exalta, pensando na dignidade e nas alegrias de Mãe de Deus, nem lamenta os sacrifícios que a aguardam que a tornariam Mãe das Dores e Rainha dos Mártires, antes que a Mãe das Consolações e Rainha do Céu; na perfeita tranqüilidade do espírito, abandona-se às disposições de Deus.
Última atualização em 26/02/2017